
No meu ultimo post, estabeleci aquela relação entre a política institucional e o acomodar à indústria de certas formiguinhas da nossa sociedade, que por aí proliferam ao vender os seus principais traços de carácter ao main stream..porquê?!!..Atenção, é uma visão muito pessoal que tenho das coisas, mesmo reconhecendo que não tenhu suficiente bagagem histórica que o justifique..posso até parecer aéreo ou leviano.
Não à muito tempo calhei em conversa , com um colega de escola, sobre o país, na prespectiva de nós, os jovens, da conjuntura política, à económica, à social ou até cultural..esse colega posteriormente disse-me que pertencia a uma das Jotas de um partido político..gostei daqueles dois dedos de conversa e foi interessante ter-me enganado em relação aos partidarismos cegos que eu julgava que caracterizavam os filiados a qualquer tipo de parido ou organização política..ele mostrou-se independente dos habuais argumentos ora mais à esquerda, ora mais à direita, baseados em pura demagogia características da táctica política..senti traços genuínos das tendências ideológicas do "clube" a que estava associado..fiquei a admirar a força que ele demonstrava em ser participativo, interessado, pensador, ao exercer a sua cidadania..acabei por ser convidado por ele a aparecer numa das suas reuniões do partido e fui também convidado a integrar o seu circulo político..sorri, e por cordealidade disse que ia pensar...sinceramente, não me vejo nessas andanças da politica institucional, com traços clubistas..eu gosto bastante de pensar e compreender política, compreendendo política como sendo todas as iniciativas que temos sobre nós ou sobre os outros..política é um dos princípios mais básicos da nossa natureza humana. A política vai muito mais além da política institucional e pratica-se em muitos dos momentos mais triviais da nossa vida e do nosso quotidiano, por exemplo: nos ja tão cansados e por vezes mal estruturados, embora necessários, debates sobre educação sexual nas escolas; nas avaliações de actos de colegas ou amigos que temos em conversas simples; na gestão dos nossos recursos de vencimento..etc..
Nos círculos partidários das Jotas, encontramos indivíduos genuínos de ideias fixas..eu poderia até ser um deles, mas acredito que eu, com toda a carga emocional e ideológica iria ficar demasiado envolvido e apegado ao partido, iria criar laços com pessoas. e é aqui que, para mim, tudo se complica. Com o passar do tempo e o evoluir da minha presensa participativa, acredito que pudessem vir a surgir conflitos entre a minha "genuinidade" ideológica e os interesses da táctica política do partido dos outros membros e, uma vez isolado, iria ser pressionado, como muitos a caminhar pelos terrenos da demagogia e para poupar o meu ego e algumas relações estabelecidas de um possível afastamento do partido a que tanto me dediquei, eu acabaria por entrar na "onda" e assim vender a minha alma ao main stream da política institucional e cair na tentação de, assim, ver muitas portas a abrir e algumas "novas oportunidades" a surgir..não, eu não vou por aí..prefiro apontar as baterias da dedicação à minha "micro-política" que me vai fazendo pensar no meu quotidiano..quanto à política na sua definição mais comum, não acho que os jovens estejam assim tão alheios , como por estas semanas se referiu..há sim que encontrar novas formas de manifestar a consciência crítica e política que se vai desenvolvendo, por exemplo através de blog´s, fóruns, em reuniões organizadas entre amigos, em músicas..etc..etc..tudo com a particularidade de não haver compromissos comprometedores..
Neste Nosso País tão tão pequenino..
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